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O tamanho do desafio da mobilidade urbana

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Presente nas discussões promovidas por diversos grupos, seja pela sociedade,
classe empresarial ou setor público, o tema Mobilidade Urbana ganhou notoriedade
proporcional ao tamanho de seus desafios.

Tornou-se comum discutir as causas e os impactos da falta de mobilidade urbana
no cotidiano das pessoas, bem como na atividade econômica, cujas raízes de causa
e efeito são notadamente conhecidas por alguns fatores como: o crescimento
desordenado das cidades, falta de investimento em infraestrutura de pequeno ou
grande porte, falta de incentivo e condições favoráveis a utilização do transporte
coletivo, além de políticas públicas de incentivos para promover e facilitar a venda
de automóveis particulares com práticas de renúncia fiscal, prática que vai na
contramão de políticas públicas empregadas nas grandes cidades do mundo que
privilegiam transporte coletivo de qualidade, com multimodalidade e integração
entre eles.

Muito além da necessidade de recursos e atendimento das questões burocráticas,
criar facilidade de deslocamento das pessoas para desenvolvimento social e
econômico das cidades não será tarefa simples se não houver a integração da
gestão pública entre Estado e municípios, principalmente aqueles municípios
limítrofes situados na região metropolitana. Essa circunstância provoca lentidão das
ações tendo em vista os esforços individualizados, fazendo-se necessário criar
mecanismos para promover debates de forma integrada objetivando a construção
de ideias que visa identificar a causa e efeito da mobilidade em cada município.

Pensar em conjunto e além das fronteiras municipais, o que inclui comunidade,
gestores públicos e setor produtivo, proporciona maiores condições para dinamizar
as ações além de criar oportunidades para identificação de soluções simples, como
desapropriações estratégicas de baixo custo e até mesmo o aproveitamento de
projetos que demandam relativamente pouco recurso e que talvez estejam
engavetados ou sem a devida atenção.

A velocidade das ações para melhoria da condição atual da mobilidade urbana bem
como do planejamento da cidade a curto, médio e longo prazo deve ser superior ao
ritmo do crescimento do setor produtivo, de modo a possibilitar o desenvolvimento
sustentável da região por meio do aproveitamento de oportunidades impulsionadas
naturalmente pela economia.

Artigo do associado Wagner Cantarela, publicado pelo Jornal A Gazeta em
abril de 2019

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